Internacional domina o São Paulo e vence a primeira semifinal da Libertadores

E-mail Imprimir PDF
Com gol de Giuliano, Inter venceu São Paulo por 1 a 0 e levou vantagem mínima para o jogo de volta no Morumbi  (Foto: EFE)Foi um verdadeiro massacre nesta quarta-feira, 28, no Beira Rio. Não pelo resultado, sim pelo futebol apresentado pelo Internacional. O time pressionou do começou ao fim e venceu um acuado São Paulo por 1 a 0 pela primeira partida da semifinal da Copa Libertadores.

Para a próxima quinta, a promessa de mais uma grande partida, desta vez, no Morumbi. Os gaúchos têm a vantagem de jogar pelo empate para avançar à final - pode até perder por um gol de diferença, desde que marque também. O adversário sai do confronto entre Universidad de Chile e Chivas Guadalajara, que jogam um dia antes.

Ansiedade x pressão. Dois meses de espera, uma Copa do Mundo no meio do caminho e a semifinal. O tempo para as polêmicas de bastidores acirrou ainda mais uma das maiores rivalidades dos últimos anos no País, mas, em campo, os dois times trataram de jogar bola. A dificuldade estava mesmo em criar as primeiras oportunidades.

D´Alessandro e Taisson tinham uma clara missão: servirem o Alecsandro, que atuava mais isolado na frente. E o centroavante deu trabalho para os zagueiros, além de exigir duas boas defesas de Rogério Ceni.

Já o time de Ricardo Gomes, técnico ameaçado pelo menos até o começo da semana, começou com uma marcação forte. Se perdeu ao longo do primeiro tempo e pouco conseguia passar do seu campo de defesa. Pouco para quem lutava por uma vaga entre os melhores da América. Vaiado pela sua ex-torcida, Fernandão era a única referência para o time.

"O joguinho deles é esse. Eles estão esperando o nosso erro para fazer o gol. Precisamos ter cuidado porque não vamos decidir nada aqui", disparou Alecsandro. Do outro lado, Hernanes concordava com a postura defensiva do time. "Tivemos uma proposta humilde de marcar bem. Agora teremos mais espaços na área adversária."

Ataque x defesa. Para a etapa complementar, o jogo seguiu na mesma toada. Os colorados atacavam e os adversários apenas assistiam. Rogério Ceni ia salvando e Andrezinho continuava tentando. O primeiro chute do São Paulo veio com Dagoberto, só aos 11 minutos.

Enquanto se falava da volta de Rafael Sobis, por exemplo, que estava no banco de reservas, quem resolveu mesmo foi Giuliano. O jovem atacante entrou em campo e quatro minutos depois abriu o placar para o Internacional. Ele recebeu de costas para o gol, virou sobre o zagueiro Miranda e chutou no canto de Rogério Ceni. Foi o quarto dele na competição continental.

Mesmo com a vantagem no placar, o time seguiu buscando o gol. Tinha bola de tudo que era jeito: de fora da área, de média distância, de cabeça... E Rogério Ceni continuava se virando.

Mas o São Paulo também tinha sua arma vinda do banco de reservas. Depois de quatro anos, impedido de jogar a final da Libertadores de 2006, contra o mesmo Inter, Ricardo Oliveira reestreou. Não pode fazer muito, já que o time mal prendia a bola no campo de ataque.

Rafael Sóbis também entrou para aumentar a lembrança daquele jogo. Se não teve tempo para ter uma grande atuação, ao menos saiu de campo vencedor.

 

Publicidade